Historia Do Clube

NASCE O IATE CLUBE PAJUSSARA

A ideia da fundação de um novo clube veio de Paulo Costa e Expedito Farias que com muita persistência e entusiasmo, conseguiram juntar um grupo de amigos do mais alto nível de suas amizades, para no dia 21 de abril de 1952 fundar o Iate Clube Pajussara. Dos convidados vários compareceram às 15 horas na residência do Expedito, na Praça Lions em Ponta da Terra, cujos nomes passaremos a citar pela ordem de assinatura na ata de fundação do clube.

São eles:
Luiz Carlos Braga Netto, Alberto Mario Mafra, Caio de Aguiar Porto, Expedito de Farias Costa, José Alexandrino Caldas, Antonio de Medeiros Costa, Paulo Nunes Costa, Eloi Nunes Vieira, Arthur Valente Jucá, João Bernardino Costa, Luiz Soares Bahia, José Augusto Silva, Lauro Guedes Nogueira, Uaracy Viveiros de Farias Costa, Erico Fontes Lima, José Fontes Lima (Zito), Thompson Flores, Agnaldo Cardoso Silva, Milton Pradines, Luiz Dionisio Costa, Alvaro Flores, Altamir da Costa Barros, José Sales, Bendito Cavalcante Ramos, Marçal Calmon Freire, Moacyr Pedrosa de Macedo, Armando A. Correia, Julio Cavalcante Lima, Aristeu Xavier Silva, Plinio Buenos Aires, Nancy Salgado de Carvalho, Luiz Carlos Braga Netto Junior, Manoel de Medeiros Costa, Antonio Mario Mafra, José Mario Mafra, Diogenes Pacheco, Djacyr Soares Pereira, Nelson Flores, Antonio Pontes Lins, Paulo Duarte Quintela Cavalcante, Mario Nunes Vieira –Mario Helio Neto de Gouveia, Marcio Humberto Neto de Gouveia, Felix Lima Junior, Armando Davino e José da Silva Carvalho.

Fazemos aqui uma ressalva importante: Dos 50(cinqüenta) nomes relacionados, somente 19 (dezenove) compareceram a reunião de fundação com exceção do Dr. Caio de Aguiar Porto que se fez representar por encontrar-se na cidade de Curitiba. Os demais foram convidados posteriormente, indicados por amigos dos realmente fundadores presentes à reunião.

São os seguintes os que compareceram a reunião de fundação:
L.C.Braga Netto, Alberto Mafra, Caio de Aguiar Porto Expedito de Farias Costa, Antonio de Medeiros Costa, Paulo Nunes Costa, Eloi Nunes Vieira, Arthur Valente Jucá, Prof. João Bernardino Costa, Uaracy V. de Farias Costa, Luiz Dionisio Costa, Aristeu Xavier Silva, Plinio Buenos Aires, Nancy Salgado de Carvalho, Luiz Carlos Braga Netto Junior, José Mario Mafra, Paulo Duarte Quintela Cavalcante, Marcio Humberto Neto de Gouveia e Felix Lima Junior.

AS PRIMEIRAS PROVIDÊNCIAS

Fundado o Clube em 21 de abril de 1952, primeiramente foi escolhido um secretário para redigir a ata e fazer registrar todas as deliberações a serem tomadas pelos presentes. O Expedito Farias fez as vezes de secretário e passou a anotar as seguintes medidas discutidas e votadas: O nome do Clube escolhido por unanimidade – Iate Clube Pajussara – Sua cor verde garrafa – Seu emblema uma roda de leme ou timão no centro da bandeira.Tudo mais foi se discutindo e resolvendo-se a contento. Valor a ser pago por cada sócio fundador dono de no mínimo uma ação cujo valor foi deliberado posteriormente ficando estipulado, se não me falha a memória, 500 mil cruzeiros. O valor da mensalidade ficou estabelecido que fosse de cinco mil cruzeiros) Em seguida foi escolhida a diretoria provisória, tendo sido aprovado por unanimidade a seguinte composição:

Comodoro de Honra – Luiz Carlos Braga Netto;
Comodoro executivo – Alberto Mario Mafra;
Vice Comodoro – Paulo Quintela Cavalcante;
Secretário – Caio de Aguiar Porto;
Tesoureiro – Expedito de Farias Costa.

Os demais presentes à referida reunião de fundação ocuparam os demais cargos nos diversos departamentos a serem criados.

O ALUGUEL DO TERRENO NA PRAIA

Como é natural, em se tratando de um clube náutico, a sua sede ou pelo menos a garagem de barcos teria de ser construída em frente ao mar, porém, como conseguir um local apropriado para a sede do clube?…

O Luiz Costa, considerado o “Pai da Criança” por ter sido o motivo principal da fundação do novel clube, foi indicado para conseguir o terreno, uma vez que sua futura sogra D. Antonia, viúva do Sr. Alípio Carvalho mãe da médica Nancy, possuía um grande terreno que poderia ser o ponto de partida para a futura sede do Clube. Sem maiores dificuldades e com a aprovação da referida médica e suas irmãs Dirce e Silvia, foi autorizado o aluguel do terreno onde se encontra até hoje o Clube.

Os mais jovens associados do clube começaram a cercar o terreno que estava devoluto, com estacas e arame farpado. Caiar os coqueiros e as mangueiras e todo o cercado e a casa em tipo de chalé com alpendres, e tudo foi aos poucos se organizando e já no primeiro domingo a bandeira do Clube confeccionado pela esposa do Expedido D. Lily Viveiros, como não tinha mastaréu, foi içada sobre uma tranca da jangada do Comodoro Alberto Mafra. Daí em diante a movimentação do clube cresceu de tal maneira que aos domingos era uma verdadeira festa aquela área da Pajussara antes tão abandonada. O quadro social crescia bastante ao ponto de nos reunirmos toda semana para exame das propostas de sócios.

OS BARCOS FORAM ALOJADOS NOS ALPENDRES

Como não tínhamos garagem, apenas o que existia no terreno eram uma velha casa rodeada de alpendres, que serviu por muito tempo de sede, inclusive bar e restaurante, lá alojamos os barcos que foram chegando do CRB. A primeira providência foi à construção da garagem de barcos que é mostrada em fotografia quando o padre Benicio Dantas celebrou uma missa em Ação de Graça em frente à garagem.

Colocamos inicialmente cerca de 30 barcos da classe Snipe e alguns ainda antigos. Lá, o Luiz Costa e Antonio Costa prepararam um estaleiro e começaram a construção de novas embarcações. Com a movimentação bastante grande de iatistas,o Eloy fundou a Flotilha 393 – Pajuçara, que foi devidamente registrada pelo Secretário Nacional da Classe Snipe, Fernando Avelar. Posteriormente foi criada pelo Antonio Costa a Flotilha Salgadinho para as disputas em campeonatos internos entre as duas flotilhas, para classificação e disputa nos campeonatos Brasileiros.

Naquela época a Marinha mandava Corveta para recolher os barcos que iriam disputar os campeonatos brasileiros, durante muitos anos e em vários Estados sede, promotores dos referidos campeonatos, principalmente os disputados no sul do país. Alagoas sempre se fez presente nessas competições nacionais e até internacionais, na década de 60 quando o iatismo estava no auge principalmente aqui em Alagoas, Pernambuco e Sergipe. Todos, na realidade eram iatistas, não havia jangadas que somente surgiram com o aparecimento daquelas construídas de plástico e fibra de vidro e somente existiam as jangadas dos pescadores, de pau de jangada, assim conhecidas e à vela aza de morcego.
Chegou-se a realizar dois campeonatos brasileiros e Norte/Nordeste aqui na enseada da Pajuçara sobre os auspícios do Iate Clube Pajussara, com a presença de iatistas de vários Estados, principalmente o campeonato Nacional que foi um verdadeiro sucesso contando com a participação do campeão brasileiro, iatista do Rio Grande do Sul. Esta foi a era de ouro do iatismo alagoano vivida pelo Iate.

A MOVIMENTAÇÃO SOCIAL DO CLUBE

Descrever a vida do Iate Clube Pajussara nos seus primeiros 20 anos não é muito fácil, dada a sua grande trajetória como agremiação esportiva náutica e social. Logicamente que não tínhamos sede, construímos inicialmente, com muito sacrifício financeiro, a garagem de barcos, isto já no seu primeiro ano de fundado. No ano seguinte, em 1953 resolvemos movimentar o departamento social com a realização de festas dançantes, a razão, naturalmente, do ingresso da maioria dos associados, porquanto a parcela de adeptos do iatismo, como em toda parte, naturalmente era uma minoria. Surgiu, então, a idéia de aproveitando duas frondosas amendoeiras ao lado da garagem de barcos, construir um dancing ao ar livre sob as referidas arvores, de cimento vermelho e nas extremidades colocar madeira e cordas dando assim um tom mais típico de um salão de danças. Na parede da garagem foi aberto um vão que sacado para a parte interna do prédio sem prejudicar o espaço das embarcações, foi construído um palco em suspenso que servia de acomodação dos músicos. Na parte externa em volta do dancing foi cimentado para colocação das mesas e cadeiras. Tudo muito bem planejado funcionou a contento e fizemos a primeira festa do clube, em pleno verão, tendo um senhor de nome Eurico, artista nato, conhecido do Prof. Odorico Maciel, já também nosso diretor, sido contratado para em compensado pintar animais selvagens que colocados sobre as amendoeiras deu um tom todo especial a festa que recebera o nome de “Uma noite no Havaí” As idéias surgiram e toda a velha casa (sede) foi coberta com esteiras de palha e as luminárias encaixadas em urupemas e abanadores usados na época, dando um realce todo especial ao ambiente. Não é necessário dizer que esta primeira festa do Iate foi uma verdadeira apoteose. Alguns despeitados, apesar de sócios, vendo o sucesso do clube, passaram a chamar o “Clube das urupemas” o que lhes custou uma suspensão dada à maneira como haviam feito a crítica.

Resolvemos diante dos resultados obtidos realizar o Réveillon, muito embora, ainda, sem grandes possibilidades por se tratar de uma tradicional festa que exigia muitos preparativos. O fato é que, os demais clubes sofreram a concorrência do Iate e seus associados foram para a nossa festa que superou plenamente todas as expectativas. Todas as grandes festas realizadas em Maceió, com o surgimento do Iate, os clubes tradicionais passaram a sofrer grande concorrência. Na realidade somente existiam como grandes clubes a Fênix, o Jaraguá Tênis Clube e a União Beneficente Portuguesa. A população de Maceió não comportava a divisão entre freqüentadores associados dos três clubes e certamente fracassaria as grandes festas, principalmente o Carnaval. Uma providência muito inteligente foi tomada pelas diretorias dos clubes, ficando estabelecido o seguinte: Sábado de Carnaval e segunda feira as festas seriam realizadas pelo Iate e o Jaraguá Tênis Clube e domingo e terça feira seriam da Fênix e da Portuguesa. Isto á noite; durante o dia não havia nenhum acordo firmado, todos funcionavam a vontade.

As matinês eram bastante concorridas em todos os clubes, principalmente na Fênix que começava ao meio-dia até as l8 horas, no domingo e terça feira, voltando às 23 horas com o salão principal superlotado e depois, com a construção do ginásio pelo Dr. Afrânio Lages, os carnavais da Fenix tornaram-se insuperáveis, mas o Iate foi campeão inúmeras vezes na avaliação da crônica social, principalmente em ornamentação dos salões.

A CONSTRUÇÃO DA SEDE

O clube levantou um empréstimo no antigo Banco dos Retalhistas e conseguiu adquirir definitivamente a posse do terreno e ainda comprou um terreno de uma casa vizinha e conseguiu ampliar a sua estrutura física construindo no decorrer dos anos, alem de seus salões de festa, quadras esportivas, piscinas e melhorias em suas garagens e outros departamentos. Tornou-se um patrimônio dos mais apreciáveis naquela área da Pajuçara.
Muitas modificações vêm sofrendo com as mudanças de suas diretorias ao longo dos seus anos de existência.

Fotos Antigas Do Clube